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20 de mar de 2017

PERIGO: BARCOS CHEIOS E BARCOS VAZIOS

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“Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes” (Lucas 5.5)

Em Lucas 5 os discípulos viveram uma experiência de abundância sobre medida na empresa de pesca deles. Antes, Cristo entra no barco de Pedro, literalmente, no espaço em que Pedro ganhava seu pão de cada dia.

Permitir a presença de Cristo em nossos negócios é muito bom, é experimentar uma segurança que se manifestará até mesmo nos momentos mais turbulentos, afinal, Cristo afirmou: “A minha paz vos dou, e não a dou baseada nos princípios de negócios deste mundo, mas está baseada e sustentada por minha palavra, por minha pessoa”.

Interessante que liberar o barco para Cristo era abrir mão de ir para casa descansar, afinal, tiveram uma noite exausta e sem nenhum sucesso. Depois de Pedro emprestar seu barco ele recebe uma instrução: “Voltem a pescar e agora joguem a rede em águas mais profundas”. Pedro até poderia escolher não seguir a instrução, mas ratifica quando diz: Como és tu que está mandando, sobre a sua ordem obedeceremos. Pronto e feito. Barco abarrotado de peixes chegando quase a sucumbir. A salvação dos barcos repletos de peixes estava no convite para os barcos vazios, a fim de que nestes pudessem dividir, compartilhar, repartir a provisão que acabara de receber.

Percebe que se eles não tivessem compartilhado a porção que acabara de receber, todos teriam ido a pique. Porém, assim como podemos morrer com os barcos cheios por ter dificuldade em repartir com os barcos vazios, os donos dos barcos vazios também poderão morrer por falta de provisão. Como assim? Será que tem alguém com um barco vazio que rejeitaria um convite para receber uma provisão tão especial como esta? Afinal, o que levaria um exímio e experiente pescador não receber peixes? Um sentimento chamado orgulho não permite receber das mãos de outros as provisões que necessitamos.

Você já tentou oferecer ajuda a uma pessoa com necessidade? Você tem certeza que ela precisa, porém, ao ser abordada responde: não preciso, estou bem. Está bem coisa alguma, você precisa da provisão, porém seu estado de espírito orgulhoso é o bloqueio para não receber as bênçãos que foram providenciadas por Deus por meio de alguns pescadores experientes. Por isso, o alerta serve para os dois grupos: pessoas com seus barcos cheios poderão morrer se não souberem compartilhar, assim como pessoas com seus barcos vazios também poderão morrer por não permitirem ser ajudadas.

Enoque Caló

13 de jan de 2017

Neemias: Vamos Construir!

Neemias e a reconstrução do muro de Jerusalém.

O inverno estava chegando em 445 a.C., e Neemias estava na cidadela em Susã, a sede do governo persa. Uma geração antes, no mesmo lugar, Ester e Mordecai conseguiram salvar os judeus da matança tramada por Hamã. Neemias estava entre os judeus que ainda moravam fora do seu país, mesmo 90 anos depois da volta de Zorobabel para reconstruir o templo e povoar novamente a cidade de Jerusalém. Neemias foi copeiro do rei, uma pessoa respeitada pelo homem mais poderoso do mundo.

Hanani fez a viagem de 1.600 quilômetros de Jerusalém a Susã para visitar seu irmão, Neemias. As notícias que ele levou entristeceram Neemias. Hanani disse que o povo de Jerusalém encontrava-se numa situação precária e insegura, sujeito às agressões dos povos que controlavam as regiões adjacentes à cidade.

Neemias, extremamente preocupado com o bem-estar dos seus parentes e compatriotas, chorou, jejuou e orou ao Senhor. Ele baseou suas petições nas grandes promessas de Deus, certo da fidelidade de Deus em cumprir a sua palavra. Pediu que Deus estivesse com ele diante do rei da Pérsia.
Lição: Devemos buscar a vontade de Deus e o bem de seu povo.

Quatro meses depois, já no início da primavera, Neemias teve sua oportunidade de agir. O rei Artaxerxes percebeu a tristeza de seu copeiro, e perguntou o motivo. Neemias explicou a sua preocupação com o povo em Jerusalém. Quando o rei ofereceu ajuda, Neemias orou a Deus e fez seus pedidos ao rei: 1. Licença para ir a Jerusalém para reedificar a cidade,  2. Cartas para assegurar sua passagem pelas províncias no caminho, e 3. Autorização para o uso de madeiras da floresta na construção. Pela bondade de Deus, o rei deu tudo que Neemias pediu, e este partiu para Jerusalém.
Lição: É importante orar e planejar antes de agir.

A Vistoria da Obra (2:11-16)
Neemias chegou em Jerusalém sem fanfarra e esperou três dias antes de começar o seu trabalho. Ele saiu de noite, levando poucos homens, sem anunciar o seu propósito. Naquela noite, Neemias percorreu a cidade de Jerusalém, fazendo vistoria das muralhas. Antes de dar alguma orientação ao povo, ele precisava entender a situação.
Lição: Devemos entender os problemas antes de propôr as soluções.

O Apelo ao Povo (2:17-18)
Depois de terminar sua vistoria, Neemias falou com o povo e fez seus apelos. Ele falou sobre: 1. O problema – a miséria do povo, 2. A necessidade de agir para resolver o problema, e 3. A dependência em Deus para alcançar a solução.
Lição: Para resolver qualquer problema espiritual, precisamos considerar as mesmas três coisas.

A Resposta dos Judeus (2:18)
Neemias não pretendeu fazer a obra sozinho. Precisou da cooperação do povo para edificar as muralhas. Os judeus se mostraram dispostos e começaram os seus preparativos para o trabalho de construção.
Lição: O trabalho bem-sucedido no reino de Deus depende da nossa disposição e cooperação.

A Oposição (2:10,19-20)
Ao longo do relato da construção, há referências à oposição dos povos vizinhos. Eles não queriam deixar Jerusalém ficar forte e próspera e fizeram tudo que foi possível para intimidar o povo e impedir a obra. Neemias não cedeu à pressão dos adversários. Ele confiou em Deus, e recusou dar ouvidos aos adversários. Eles até sugeriram que o trabalho fosse ilegal, procurando provocar medo de problemas com o governo, mas Neemias não cedeu. Deus estava com ele, e as ameaças dos adversários não impediriam o trabalho do Senhor (6:9). Em outras épocas da história bíblica, os servos do Senhor enfrentaram perseguições severas, até levando à morte de vários discípulos. Mas confiaram no Senhor e prosseguiam na obra, apesar das ameaças reais dos inimigos. “Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap 12:11).
Lição: Deus é mais forte do que todos os seus adversários. Se confiarmos nele, teremos bom êxito no trabalho.

A Cooperação Prática na Obra (3:1-32)
O capítulo três de Neemias, na minha opinião, é o mais bonito do livro. A primeira vista, pode não perceber a beleza dele, pois contém uma lista de nomes e detalhes geográficos. Mas estes nomes e referências a lugares mostram como cada família e cada pessoa contribuíram à obra de construção. Uma família assumiu a responsabilidade de edificar um trecho do muro, enquanto outra ergueu o próximo. Do sumo sacerdote e maiorais do povo aos residentes comuns de Jerusalém e de outras cidades judaicas, o povo pôs a mão à massa e trabalhou dia e noite. Neemias comentou sobre este espírito de cooperação:  “Assim, edificamos o muro... porque o povo tinha ânimo para trabalhar” (4:6). Quantas vezes falhamos em nosso trabalho diante do Senhor por motivo de desânimo? O dever precisa vencer o desânimo!
Lição: Devemos ser servos humildes – todos nós – dispostos e ativos no trabalho de Deus.

A Proteção Divina e a Responsabilidade Humana (4:1-23)
Devido à disposição do povo para trabalhar, as muralhas chegaram à metade de sua altura, e começaram a fechar as brechas. Neemias ouviu que os inimigos se preparavam para atacar a cidade. A reação dele mostra uma atitude excelente de fé e responsabilidade:  “Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite” (4:9). Quando enfrentamos desafios na vida, não devemos ficar de braços cruzados. Devemos fazer o que podemos, dentro dos papéis definidos pelo Senhor, para resolver os problemas. Por outro lado, seria tolice achar que todas as soluções se encontram em nossas mãos. Devemos, como Neemias, orar ao Senhor e confiar nele para cuidar das coisas que são maiores do que nós.
Lição: O servo de Deus vive pela fé e ora sem cessar, mas não foge da responsabilidade de cumprir os seus deveres.

A Luta pela Família (4:12-14)
Quando Neemias organizou os trabalhadores para se defenderem contra os adversários, ele chamou todos a pelejarem pelas próprias famílias (4:14). O desejo de salvar as próprias famílias motivou os judeus a trabalharem e vigiarem constantemente. Deve ter o mesmo efeito em nossas vidas. Mas as ameaças maiores hoje são os ataques espirituais que o Adversário faz constantemente, bombardeando as nossas famílias com tentações que ameaçam nos levar à perdição.
Lição: Pelejemos pela família!

A Obra Terminada (6:15-16)
Depois de duas gerações de empecilhos e desculpas, Neemias e o povo se dispuseram a trabalhar e realizaram a obra em apenas 52 dias! Quantas vezes procrastinamos e imaginamos muitos motivos para não fazer o nosso dever, quando o trabalho em si poderia ser realizado em pouco tempo?
Lição: Deixemos de lado as nossas desculpas. Mãos ao trabalho!

Neemias e o povo de Judá aceitaram o desafio e realizaram uma obra importante na construção dos muros de Jerusalém. Aprendemos muitas lições importantes do bom exemplo deles.
– por Dennis Allan

3 de jan de 2017

A apostasia dos últimos tempos - 1 Timóteo 4 1:5


Referência bíblica: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças. Porque pela Palavra de Deus e pela oração é santificada” (1 Timóteo 4.1-5). 

Exposição do texto: Timóteo estava liderando a igreja de Éfeso quando recebeu as cartas de Paulo. Além de trazer instruções práticas para o ministério pastoral, o apóstolo alertou acerca da apostasia, ou seja, do abandono da fé que seria cometido por alguns crentes. 

Discussão
1 - Estamos vivendo os últimos tempos? Se sim, por quê? 
2 - Qual é a relação entre abandonar a fé e abandonar a igreja? 

Objetivo: conscientizar a respeito das estratégias do inimigo e do que pode ser feito para resistir aos seus intentos, de modo que permaneçamos firmes no caminho do Senhor. 

Contexto: as cartas pastorais do apóstolo Paulo, dirigidas aos pastores Timóteo e Tito, abordam diversos problemas em suas igrejas. Muitas vezes, a causa era humana, mas no texto citado, o apóstolo chama a atenção para a dimensão espiritual da nossa luta. A igreja não é mera associação humana enfrentando desafios naturais. Nossos problemas não são apenas de ordem administrativa, política ou financeira. Todo cristão deve estar consciente da existência de Satanás e seus demônios, e de sua constante operação contra os servos de Deus. Nossos inimigos espirituais atuam de formas diversas. Além das possessões e manifestações violentas, também existem estratégias sutis. Além dos ataques em forma de tentação, outros se apresentam com aparência religiosa. 

1 – Heresias: as heresias, ou seja, falsas doutrinas são, em muitos casos, frutos de uma interpretação bíblica errônea. Entretanto, a origem do erro pode ser muito mais grave. Algumas doutrinas, aparentemente positivas, são elaboradas por demônios. O apóstolo não usou de meias palavras nem estava preocupado em ser politicamente correto ao classificar algumas doutrinas como demoníacas. 

2 – Doutrina de demônios: contudo, é importante ressaltar que os demônios não se apresentam pessoalmente para divulgar seus ensinamentos, mas usam os falsos mestres, falsos líderes, para a propagação de suas mentiras. O texto afirma que tais homens são hipócritas, ou seja, falam uma coisa e vivem outra, sendo esta uma pista para sua identificação. 

Os exemplos de heresias citados foram: a proibição do casamento e a abstinência de alimentos. Hoje sabemos, sem sombra de dúvida, que as palavras de Paulo cumpriram-se literalmente. Alguns segmentos religiosos proíbem seus líderes de se casarem. Outros proíbem o consumo de certos alimentos, como se essas determinações pudessem proporcionar a santificação de seus adeptos. Precisamos estar atentos para não aceitarmos proibições além daquilo que Deus proibiu, ou ordenanças além do que Deus ordenou. A proibição do casamento tem levado muitas pessoas a uma vida de perversão sexual. 

Também precisamos tomar cuidado para não trocarmos a proibição pela liberação absoluta. O casamento continua sujeito aos critérios bíblicos, ou seja, deve ser realizado entre homem e mulher (Gn 2.24). A igreja deve observar as restrições alimentares do Novo Testamento (At 15.29) e não do Antigo, pois não estamos debaixo da lei mosaica (Rm 6.14; 1Co 10.25). O problema da heresia é ir além ou ficar aquém do ensinamento bíblico geral. Autoridade e submissão são importantes princípios bíblicos. Porém, os falsos líderes exploram esses conceitos para manipularem seus subordinados, impondo-lhes regras desnecessárias. O cristão não pode ser rebelde nem deve submeter-se facilmente a qualquer pessoa que se intitule líder. 

Os falsos mestres, inspirados por demônios, propagam falsas doutrinas, mas o inimigo só alcança seus objetivos quando alguém lhes dá ouvidos. “Alguns se apostatarão da fé por darem ouvidos a espíritos enganadores”. O que você ouve afeta a sua fé para o bem ou para o mal. Foi assim que o pecado começou em Gênesis 3. Compreendido o problema, precisamos pensar na solução. Observe que Deus não impedirá que os demônios tentem enganar os homens. O Espírito Santo disse que isso acontecerá. Portanto, não adianta orar para que não aconteça (mas vamos orar por outros propósitos). Deus permitiu que os espíritos enganadores atuassem no mundo até os últimos dias. O que fazer então? O texto de 1 Timóteo evidência a Palavra de Deus em quatro aspectos: 

1. O antídoto contra a heresia é o conhecimento amplo da Palavra. Como aconteceu na tentação de Cristo no deserto, Satanás tenta distorcer versículos bíblicos isolados, mas a resposta de Jesus colocou em evidência outras porções bíblicas que estavam sendo negligenciadas (Mt 4.1-11). 

2. Não se submeta a uma liderança qualquer, mas somente ao líder que preenche os requisitos listados em 1 Timóteo. 

3. Não é à toa que aquela lista encontra-se antes dos alertas do capítulo. 

4. Sobretudo, invista no relacionamento com o Senhor pela oração. Quem se aproxima de Deus afasta-se do mal. 

Conclusão: os ataques do inimigo são inevitáveis. Portanto, devemos orar, vigiar e buscar o conhecimento da sã doutrina. O pior efeito das heresias é a apostasia, ou seja, o abandono da fé, mas a Palavra de Deus nos dará condições para permanecermos firmes no caminho da verdade. 

Aplicação: leia mais a Bíblia nesta semana. Aprenda, estude, apegue-se à Palavra de Deus. Esteja comprometido com um líder cujo testemunho de vida demonstre seu compromisso com Jesus. 

Fonte: Jornal Atos Hoje - Igreja Batista da Lagoinha

20 de out de 2016

HÁ MORTE NA PANELA! 2 Reis 4:38

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Depois Eliseu voltou para Gilgal. Nesse tempo a fome assolava a região. Quando os discípulos dos profetas estavam reunidos com ele, ordenou ao seu servo: “Ponha o caldeirão no fogo e faça um ensopado para estes homens”. 
2 Reis 4:38. NVI.

Este é um episódio interessante. Gilgal significa "uma roda"; talvez, aqui, um local de habitação de profetas ao norte de Israel. Foi um dos primeiros seminários de profetas, em que os alunos se assentavam em círculo, ao redor do profeta mestre.

Nessa época havia fome naquela região. Gente com fome não é exigente quanto ao cardápio; come qualquer coisa. O profeta Eliseu viu que a turma estava tão faminta, que não teve dúvida: suspendeu a aula e mandou fazer um ensopado.

Fome zero pode gerar desastres homéricos no pedaço: Um deles foi ao campo apanhar legumes e encontrou uma trepadeira. Apanhou alguns de seus frutos e encheu deles o seu manto. Quando voltou ao grupo, cortou-os em pedaços e os colocou no caldeirão do ensopado, embora ninguém soubesse o que era.2 Reis 4:39.

O ajudante de cozinheiro não tinha a menor noção do que era esse ingrediente, nem mesmo o chefe da cozinha, pois ninguém sabia do que se tratava. Pensavam apenas em como poderiam fazer para matar a fome dos famintos. A trepadeira parecia um legume bem apetitosa e não tiveram dúvida: vamos lá para o fogão preparar um prato delicioso.

O ensopado foi servido aos homens, mas, logo que o provaram, gritaram: “Homem de Deus, há morte na panela!” E não puderam mais tomá-lo. 2 Reis 4:40.

A comida estava envenenada. A planta era tóxica e os alunos corriam perigo de morte. Então gritaram: há morte na panela! Mesmo na culinária moderna há pratos que parecem bons, mas são prejudicial à saúde. Os embutidos, por exemplo, são perigosos. Se soubéssemos como são feitos e quais são os seus ingredientes, quem comeria...

Então, Eliseu pediu um pouco de farinha, colocou no caldeirão e disse: “Sirvam a todos”. E já não havia mais perigo no caldeirão. 2 Reis 4:41.

Aqui vemos o profeta Eliseu introduzindo um ingrediente que vem neutralizar todo o efeito do veneno e tornar a comida saudável. Mas, afinal de contas, o que esse fato tem a ver conosco e o que pode nos ensinar? O que está por trás desta quase tragédia?

Cuidado com os restaurantes, e, principalmente, os espirituais. Há muita gente que vem das escolas de profetas sem saber o que estão servindo para a turma dos carentes. Sem conhecer nada do Pão nosso de cada dia, eles servem, como iguarias de primeira, os ensopados de cabaça para gente sem noção.

Aquela trepadeira era uma colocíntida, espécie de cabaça tóxica, preparada por uma cabeça vazia que não sabe discernir entre verdade Divina e veneno humano.

Há muito mais gente sendo envenenada por açúcar branco do que por carne do tipo vermelha. O açúcar é saborosíssimo, mas é droga com dependência. A carne bovina vem sendo perseguida por ser o boi animal sagrado, na Índia; essa é a mentalidade da religião humanista, tomando conta da elite do mundo atual. O boi é uma divindade que pasta.

Entretanto, o pior alimento ainda é o de cunho espiritual. Quantos "cozinheiros" nos púlpitos que servem humanismo contaminado, afirmando que é puro cristianismo? É aqui que reside o maior perigo. Há morte na panela! A mistura do evangelho com a religião.

Já ouviram falar desses chefes da "culinária" espiritual, Pelágio e Agostinho; Armínio e Calvino? Pois é, Pelágio e Armínio tratam do labor e da cruel obra humana para garantir a salvação. Os outros dois enfocam a graça de Deus como sendo eficaz, eficiente e, além de tudo, suficiente do começo ao fim, no processo da salvação do pecador.

O debate entre Agostinho e Pelágio começou por essa oração de Santo Agostinho: "concede-me o que me ordenas e ordena o que quiseres". Aqui vemos a graça plena em plena ação. Pelágio, porém, acreditava que o homem era livre e capaz de cumprir a lei.

Anos depois, na época da Reforma Protestante, Calvino e Armínio trouxeram esse debate ao fórum teológico. A questão essencial é: graça plena, onde Deus faz tudo, ou a tal graça subvencionada pelo esforço humano? Tentando resolver esse tema de um modo que fosse politicamente correto, surgiu, no seio da igreja, um conceito denominado de semi-pelagiano, que foi lançado na panela, intoxicando o pensamento cristão.

Essa tentativa mesclada ensina que o ser humano é salvo exclusivamente por Deus, mediante a sua graça, todavia, essa salvação partiria somente da boa iniciativa da livre vontade no coração do homem, para com Deus. A salvação, neste caso, depende de uma ação humana e nunca da soberania de Deus. É como se o feto pudesse escolher os pais.

Retirar o homem caído da arena só se for pela graça plena. O pragmatismo e o mérito nunca abrem mão de sua participação efetiva na bênção Divina. Por isso, essa mente de executivo em busca de sua conquista, nega a graça. Ora, se é pela graça, já não é mais pelas obras; se fosse, a graça já não seria graça. Romanos 11:6.

A pregação ensopada de suor, refletindo esforço humano, jamais pode trazer-nos alívio ou promover a dependência total da suficiência do Cordeiro. Li num menu de um religioso: "como devemos viver a fim de agradar a Deus? A melhor advertência, que resume a boa resposta, é: "esforce-se!" Com que força, cara? A do ego ou a de Cristo?

Nós somos agradáveis a Deus pelo que fazemos ou fomos feitos agradáveis ao Pai, no Amado, e assim fazemos o que fazemos movidos pela vida de Cristo? Será que nós podemos fazer alguma coisa que nos torne agradáveis a Deus por nós mesmos ou é a Trindade quem promove em nós tanto o querer como o executar? Esse é o quesito fundamental da vida cristã, quando cremos que o que fazemos é um produto da graça.

Os cristãos precisam reconhecer que o humanismo não é um aliado na busca de um mundo melhor para se viver. É, sim, um inimigo mortal; é a religião sem o Deus de toda graça e com um semideus falido e abusado, que supõe poder controlar todo o universo e as pessoas como a sua ditadura do mérito e da troca de favores.

Há morte na panela quando misturamos o suor do ser humano com o sangue puro do Cordeiro. Não é o nosso esforço que nos torna agradáveis a Deus, mas o sacrifício de Cristo Jesus na cruz. Não é a nossa obediência a Deus que promove o Seu favor para conosco, ao contrário, é Sua graça plena que garante a nossa obediência voluntária. É bem aqui que precisamos prestar muita atenção, para não sermos enganados.

Você quer dizer que eu não tenho que fazer nada? Sim! É exatamente isso. No evangelho, nós cremos que o nosso eu foi crucificado com Cristo e que a vida que nós vivemos, na carne, vivemos pela fé do Filho de Deus, pois, é Ele quem vive em nós. É simples assim. Agora, se nós não entendermos isto, não entendemos nada.

Todavia, precisamos entender ainda que os filhos de Deus são operosos. Só que a operosidade deles é promovida pela graça plena. O apóstolo Paulo diz: Mas, a mim, foi concedida a plena graça bondosa de Deus. E a ela devo tudo o que sou. Não posso permitir que sua graça seja desperdiçada. Não trabalhei muito mais que qualquer um dos outros? Embora os resultados não tenham dependido de mim, mas sim de Deus que me deu sua graça abundante. 1 Coríntios 15:10.

No evangelho o esforço não produz fadiga, ainda que venhamos a nos cansar, fisicamente. Não tem peso na caminhada, ainda que tenhamos lutas na batalha. Não há troca de favores, nem os galardões devem ser vistos como uma conquista pessoal, mas como um desfrutar da dependência do Altíssimo.

A ignorância do aprendiz de profeta colocou cabaça tóxica na panela, supondo que era algo comestível. A nossa ignorância da suficiência de Cristo pode lançar sobre a cabeça dos ingênuos o veneno do humanismo, acreditando que estamos pregando a Cristo. Nada pode ser mais nocivo para a saúde espiritual, do que o esforço próprio no sentido de conquistar aquilo que nos foi concedido graciosamente pelo Senhor.

A fé cristã tem lutas, mas não peso. Ninguém precisa ser o que não é, uma vez que somos o que somos pela graça plena, através da vida de Cristo, em nós. Cuidado com o veneno da cabeça humanista, ele pode matar: "A vida em torno do falso eu, gera o desejo compulsivo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça", escreveu Brennan Manning.

Antes de terminar, Eliseu pediu um pouco de farinha e colocou na panela. O Trigo moído é uma figura do sacrifício de Cristo. Só essa farinha pode neutralizar o veneno. Só Cristo pode nos tornar íntegros e desintoxicados. Gosto do que disse A. W. Pink “Não há maneira pela qual, por nós mesmos, possamos gerar santificação. A nossa santificação é Cristo. Não há maneira pela qual possamos ser bons. A nossa bondade é Cristo. Não há maneira pela qual possamos ser santos. A nossa santidade é Cristo”

Oremos agora como Martinho Lutero orou outrora: "Senhor Jesus, tu és a minha justiça e eu sou o teu pecado. Tomaste sobre ti o que era de fato meu, e ainda colocaste sobre mim o que era teu. Tu te tornaste o que não eras, para que eu me tornasse o que não sou". Essa pode ser a nossa rendição final diante do fascínio de querer ser alguém fora de Cristo. Aleluia! Amém.



6 de out de 2016

A Sunamita e seu filho, os Sonhos de Deus não morrem

o monte carmelo e o vale de jezreel vistos de suném
A Planície de Jezreel com o Monte Carmelo ao Fundo, Vistos de Suném.
Uma das histórias mais comoventes da bíblia é esta sobre a Sunamita. Uma mulher de nome desconhecido, mas que o seu testemunho de vida atravessou milênios, em um verdadeiro exemplo de féEla lutou pelo seu sonho, não deixou morrer a esperança, passou momentos difíceis, mas confiou em Deus e não se decepcionou.
A história da Sunamita ocorreu aproximadamente entre 874 - 782 antes de Cristo, época em que apareceu no reino do norte de Israel o profeta Eliseu, que foi discípulo de EliasO nome pelo qual ficou conhecida vinha da cidade de Suném, que traduzido significa [declive], pois Suném estava localizada em uma elevação de terras a cinco quilômetros ao norte do vale de Jezreel.
Rodeada por cactos e pomares, logo a sua frente estava o monte Carmelo, onde Elias lutou com os quatrocentos profetas de baal. Bem próximo ao sul, podia se ver o caminho inclinado que levava ao monte Gilboa. De Suném se contemplava toda a planície de Jezreel, uma rica área agrícola. Muitos fazendeiros moravam no vale de Jezreel. O solo fértil favorecia o crescimento dos grãos, proporcionando grandes colheitas, o que acentuava o contraste entre a fertilidade do local, com a infertilidade que sofria a Sunamita.
Este vale havia sido palco da batalha entre os filisteus e os exércitos do rei Saul. E o profeta Eliseu  exercendo seu ministério, saía frequentemente de sua casa em Samaria e percorria certa de 56 quilômetros para chegar ao monte Carmelo, local de seu retiro espiritual, onde se dedicava a oração, buscando a orientação de Deus.
Era uma viagem longa e cansativa, consumia muito as energias de Eliseu e seu moço, Geazi. Eliseu e Geazi, entretanto, para chegarem ao Carmelo (525m de altura), sempre passavam por Suném. E a Sunamita certamente observava ainda de longe, o profeta e seu discípulo, que estavam constantemente em peregrinação por aquelas terras, para buscar a Deus.
O interessante é que a Sunamita enxergou algo que toda uma cidade deveria ter visto, mas não viu. Suném era uma cidade próspera em que seus habitantes poderiam ter facilmente oferecido alimento e abrigo para um homem que estava a serviço de Deus em benefício de toda uma nação.
"Sucedeu também um dia que, indo Eliseu a Suném, havia ali uma mulher importante, a qual o reteve para comer pão; e sucedeu que todas as vezes que passava por ali entrava para comer pão." 2 Reis 4:8
"E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus." 2 Reis 4:9

E a Sunamita tem esse discernimento espiritual. A sua atitude de ajudar o profeta Eliseu e Geazi refletia o zelo e o amor a Deus, que ela possuía em seu coração. Ela era uma mulher bondosa e hospitaleira. E as escrituras mostram que no passado, pela hospitalidade, os servos do Senhor haviam hospedado anjos, sem saber.
E ela pensava que ter o homem de Deus em sua casa representava uma oportunidade de um maior contato com o espiritual. Pra ela, fazer o bem ao homem de Deus era como se estivesse honrando ao próprio Deus.
Então, a Sunamita em uma atitude de amor para com Deus e o seu profeta Eliseu, pede a seu marido que construísse um quarto na parte superior da sua casa, onde poderia abrigar Eliseu. O acesso ao piso superior da casa era feito por uma escada pelo lado de fora do imóvel.
E o cômodo de cima era muito mais fresco e ventilado, e oferecia um melhor isolamento do barulho e sons que vinham da rua. Eliseu não seria incomodado e teria mais privacidade para buscar a Deus em suas orações.
"Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá." 2 Reis 4:10
Ela pôs os seus bens à serviço do Senhor, pois para a Sunamita as coisas espirituais eram de grande valor, importavam mais do que as materiais. E Eliseu vendo a sua dedicação, lhe faz uma última prova de fé. Oferece recompensas materiais ou honras sociais. Parece aqui muito com a mesma prova que Jesus direcionou ao cego Bartimeu em Jericó.
"Então Jesus, parando, mandou que lho trouxessem; e, chegando ele, perguntou-lhe, Dizendo: Que queres que te faça? E ele disse: Senhor, que eu veja." Lucas 18:40-41

Mas a resposta da Sunamita revela muito do que estava em seu coração. Ela valorizava a vida, o amor, a família. Não estava preocupada em adquirir mais bens materiais, posição social ou títulos honoríficos. Ela reconhecia o valor imensurável da reunião familiar, o capital imponderável da felicidade de estar entre amigos.
"Haverá alguma coisa de que se fale por ti ao rei, ou ao capitão do exército? E disse ela: Eu habito no meio do meu povo." 2 Reis 4:13
a sunamita hospeda o profeta eliseu e seu moço geaziA Hospitalidade da Sunamita, Abrigando Eliseu e Geazi.
Eliseu ouve o sábio conselho de Geazi que lhe informou que a Sunamita não tinha filhos, um antigo sonho dela, que desejou tanto, imaginou as roupinhas do bebê, podia até ver uma linda criança correndo pelos corredores da casa. Mas era apenas um sonho, esquecido, relegado ao passado.
Mas Deus contemplava a sua generosidade e a sua hospitalidade, a dedicação em servir ao Senhor através da ajuda que oferecia ao seu servo Eliseu. E esta atitude de amor para com o homem de Deus, gerou uma promessa, que ela mal podia acreditar; a Sunamita nunca esperou tamanha benção.
E dentro de um ano a promessa de Deus se cumpriu, porque amor gera vida, paz e alegria. Ela concebeu e deu à luz um lindo e abençoado menino, filho da promessa, tal qual foi Isaque para Abraão e Sara. Agora aquele lar frio se enchia do calor do sorriso de uma criança. Uma família completa e feliz. Em Israel, um filho era considerado a maior benção e alegria que um pai e uma mãe poderiam alcançar. A mulher que não tinha filhos ficava profundamente envergonhada na sociedade.
E a lei judaica dava ao marido direito de se divorciar, caso a sua esposa não pudesse lhe dar um descendente que levaria o seu nome adiante. Mas tudo isso agora estava superado pois, Deus havia lhe dado o presente perfeito, o presente que ela realmente precisava.
Este foi o sonho que a Sunamita escolheu para sonhar, um lar simples, mas feliz, uma família debaixo das bençãos de Deus. E o menino crescia nos caminhos do Senhor. Toda vez que ela olhava para seu filho, se lembrava da promessa de Deus se cumprindo na sua vida. Era lindo!
"E concebeu a mulher, e deu à luz um filho, no tempo determinado, no ano seguinte, segundo Eliseu lhe dissera." 2 Reis 4:17
E o seu filho era uma benção. Ensinado na Lei do Senhor, obediente, ajudava ao seu pai no trabalho. Certamente na ansiedade de querer retribuir todo o amor e o carinho recebido de seus pais, este menino trabalha duro se expondo muito ao sol, mas ele ainda não tinha um preparo físico adequado, não estava acostumado ao trabalho árduo.
O sol de verão é muito forte naquela região, faz muito calor. Muitos estudiosos acreditam que o filho da Sunamita tenha sofrido de insolação, que dependendo da intensidade da exposição ao calor, pode levar à morte, principalmente em jovens e idosos.
"E, crescendo o filho, sucedeu que um dia saiu para ter com seu pai, que estava com os segadores, E disse a seu pai: Ai, a minha cabeça! Ai, a minha cabeça! Então disse a um moço: Leva-o à sua mãe." 2 Reis 4:18-19
E o menino é levado à sua mãe. Depois de algum tempo ele vem a falecer. Momentos terríveis passou aquela mulher, era o vale da sombra da morte. Ver seu único filho, quem ela amamentou com tanto zelo, muitas vezes acordando no meio da noite. Ela deu amor, deu carinho, ensinou as primeiras palavras, os primeiros passos.
E ele estava ali, nos seus joelhos, ela podia sentir a sua vidinha pouco a pouco se esvaindo, sem poder fazer nada. Eu particularmente não posso nem imaginar a dor que seja passar por uma situação como essa. E a Sunamita olha para o seu filho, o seu sonho de ter uma família, agora frio, gelado, morto em seu colo...
Mas se estava passando pelo vale da sombra da morte, ela não temeu. Ela não aceitou a morte do seu sonho! Tomando-o em seus braços, o põe carinhosamente na cama do profeta Eliseu, e parte para um duro embate, um caminho longo, uma jornada de 24 quilômetros na estrada que subia até o monte Carmelo, para recuperar a vida de seu filho, fruto da promessa de Deus.
Ao longe ela responde ao profeta com palavras que demonstravam a sua certeza, a fé de que a vida do seu filho seria restaurada. A frase "vai tudo bem", faz me lembrar da resposta de Abraão ao seu filho Isaque, quando este iria oferecê-lo em sacrifício a Deus.
"E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos." Gênesis 22:8
Ao chegar diante de Eliseu, ela se prostra com o coração quebrantado. E Eliseu sendo um homem poderoso em palavras e obras, nos deixa também uma lição de humildade aqui. Ao invés de tentar "dar uma de adivinho", ele reconhece que Deus não havia lhe revelado o que estava acontecendo naquele momento.
"Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, pegou nos seus pés; mas chegou Geazi para retirá-la; disse porém o homem de Deus: Deixa-a, porque a sua alma está triste de amargura, e o SENHOR me encobriu, e não me manifestou." 2 Reis 4:27
Eliseu então manda o seu discípulo Geazi por o seu bordão sobre o rosto do menino morto. Mas há tarefas que não são para Geazi realizar. Certas coisas exigem a presença do homem de Deus. A Sunamita sabia disso, e luta por seu filho, insistindo com o profeta que não o deixaria enquanto ele não fosse com ela.
Eliseu vendo a disposição e a fé dela, levanta-se e a acompanha. Geazi que foi na frente deles, volta com notícias não muito boas, o bordão não funcionou. Algo parecido havia acontecido também com Jairo, quando buscava pela ajuda de Jesus e os seus familiares chegaram dizendo que sua filha já estava morta, ao que o Mestre lhe deu a boa instrução: Crê somente.
O bordão de Eliseu não funcionou porque para se ressuscitar sonhos é preciso intercessão, súplicas e "calor humano". Eliseu teve que orar de portas fechadas, pois "ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente." Mateus 6:6.
É preciso insistência, "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á." Mateus 7:7. Eliseu após a oração, transmite "calor" ao jovem através do contato direto com o morto. Uma simbologia de que não podemos nos isolar daqueles que estão "mortos espiritualmente", necessitando da nossa ajuda.
Tal como Jesus, Eliseu não temeu a impureza cerimonial da Lei, mas voltou a deitar-se sobre o menino, aquecendo-o novamente e transmitindo-lhe vida. Muitas vezes é preciso agir de igual forma, abraçando com muito amor os pecadores, a quem desejamos ver "ressuscitados".
"E subiu à cama e deitou-se sobre o menino, e, pondo a sua boca sobre a boca dele, e os seus olhos sobre os olhos dele, e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu." 2 Reis 4:34
A fé da Sunamita foi honrada, o sonho de Deus não morre, temos que ter fé. Ela humildemente agradece e entra para a história de Israel como uma mulher sábia e de fé.
Eu sei que há muita gente com os sonhos morrendo, gente que perdeu tanta coisa na vida, e chega até aqui sem nem saber como. Talvez o seu sonho esteja esquecido, no passado, você já nem se lembra mais o que é poder sonhar.
Quem sabe o seu sonho é ver aquela pessoa amada ou um familiar transformado, "ressuscitado" espiritualmente, liberto das drogas, dos vícios e do pecado. Mas você precisa tomar uma decisão hoje. Veja, a Sunamita decidiu firmemente que ela não aceitaria a morte da promessa de Deus na sua vida, e partiu num longo caminho até o profeta.
O caminho da restauração é longo e difícil. O Primeiro passo da Sunamita foi a transformação dela mesma. Resolveu confiar em Deus e se dedicar ao amor quando ainda nem tinha a perspectiva de ter um filho.
Jesus sempre alertou aos seus discípulos que a maior arma que vence o mundo é o amor. Resolva amar. Renuncie à violência, renuncie às discussões, renuncie aos desentendimentos. E tenha atitudes de amor, perdoe, abrace, transmita calor humano e vida.
E ore. Confie no Senhor, Ele renovará as suas forças.
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